Após sofrer suposto calote, Mudrovitsch desiste de defender Eike Batista

Escritórios de advocacia que trabalhavam nos processos de Eike Batista desistiram de continuar a atuar na defesa do empresário. Batista, que já foi o homem mais rico do Brasil, teria dado um calote nas bancas.

A informação foi divulgada no blog da jornalista Bela Megale, de “O Globo”. Ela diz que três escritórios abandonaram o caso nas últimas semanas.

Segundo apuração do Valor, um deles é o Mudrovitsch Advogados, que tem sede em Brasília. Os outros dois seriam escritórios subcontratados em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Eike Batista teria ficado quase um ano sem pagar pelos serviços contratados. Ele era atendido, na banca, por dois sócios: Rodrigo Mudrovitsch, o fundador do escritório, e Victor Rufino. Os dois assessoraram o empresário no acordo de delação fechado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em março do ano passado.

Os advogados teriam rompido o contrato por causa do calote e por receio de Eike Batista não conseguir cumprir com o acordo acertado com a PGR. A negociação prevê o pagamento de R$ 800 milhões em um prazo de quatro anos.

O escritório foi procurado pelo Valor, mas não quis se manifestar.

Eike Batista tem como advogado, agora, Bruno Fernandes, do escritório Braga e Fernandes Advogados, que assessorou Edmar Santos, o ex-secretário de Saúde do Rio, no acordo de delação que entregou à PGR informações envolvendo o ex-governador Wilson Witzel.

O empresário nega que tenha rompido com os advogados anteriores, do escritório Mudrovitsch, por falta de pagamento. Ele disse ao Valor, por meio de Bruno Fernandes, que a troca ocorreu “por uma questão estratégica”. Afirmou ainda que “sempre tentou contribuir para o desenvolvimento das coisas públicas” e que não deixará de arcar com com as obrigações que tem com os órgãos do governo.

Eike Batista começou a ver o seu império ruir durante a Operação Lava-Jato. Ele foi preso por duas vezes, em 2017 e 2019, e condenado por crimes de manipulação do mercado de capitais e uso de informação privilegiada. Hoje, recorre em liberdade. Mora em uma mansão no bairro do Jardim Botânico, no Rio, e mantém o seu escritório no Flamengo.

O empresário ainda tem participações nas empresas MMX e OSX, que faziam parte de seu antigo conglomerado, o Grupo EBX. Eike Batista também ganha dinheiro como proprietário do Mr Lam, um badalado restaurante às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. Fonte: Por Joice Bacelo, Valor — Rio 19/07/2021 20h32. Atualizado há 12 horas e Jorge William / Agência O Globo

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